Secretário de estado Miguel João de Freitas sobre o desenvolvimento rural

Como se podem obter mais fontes de rendimento nas aldeias?

Temos acima de tudo que ser capazes de inovar, sermos capazes de introduzir nas aldeias aquilo que são atividades novas, que permitam valorizar quer o turismo de habitação quer as questões relacionadas com a ideia das comunidades de acolhimento. Exemplo disso são por exemplo as caminhadas, as rotas e outras atividades de montanha.

“Se queremos mais fontes de rendimento nas aldeias, temos de voltar a olhar para floresta, ter uma floresta gerida para que essas pessoas e as suas descendências, as novas gerações, possam também interessar-se”

Em que medida é que as pequenas agriculturas típicas das nossas aldeias podem continuar a contribuir para a qualidade de vida das suas populações por via dos seus produtos sãos e genuínos?

Essas pequenas agriculturas, podem ter duas modalidades: uma, ser aquilo que é o autoabastecimento das famílias, e a outra, aquilo que são as pequenas vendas que se fazem dos produtos que se tiram da agricultura, mas para além disso, essas agriculturas têm uma enorme importância do ponto de vista da paisagem, e portanto nós temos que pensar nisso, temos de pensar como é que podemos ajudar a manter essas paisagens vivas.

As pequenas agriculturas típicas das nossas aldeias, têm uma enorme importância do ponto de vista da paisagem

Quais as novidades da próxima reforma da Politica Agrícola Comum?

A próxima reforma da política agrícola comum poderá trazer um novo estilo, nós estamos a pensar muito nisso. A ideia por exemplo do pagamento dos serviços públicos que prestam as várias atividades no interior, as medidas agroambientais, o apoio ao pomar tradicional de sequeiro para que este adquira alguma civilidade (…). Uma vez o pomar tradicional desbastado, podado e limpo, manterá com certeza uma certa apresentação para quem passa, e isso é algo de importante do ponto de vista do desenvolvimento cívico e até psicológico das populações e, portanto, esse tipo de coisas nós queremos valorizar para que possam continuar a existir.

Partilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *